[Resenha] Quem É Você Alasca?

- 24 dezembro 2017

Livro: Quem É Você Alasca?
Escritor(a): John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Classificação: 
Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".|Skoob

















Miles Halter é só mais um jovem que é fascinado por últimas palavras e que tem sua vida simples e monótona como qualquer outro jovem, mas ele decide que quer ir para uma nova escola encontrar o seu grande talvez, e com isso ele vai estudar na Culver Creek, onde lá ele conhece o Chip (apelidado de Coronel), Alasca, Takumi e Lara. Mas história em sua grande maioria gira em torno do Coronel, Alasca e do Gordo (apelido que o Coronel deu para o Miles).

Com o passar do tempo Gordo e Alasca começam a ter uma aproximação e isso começa a mexer com os sentimentos do Gordo, porém a Alasca namora e demonstra amar muito seu namorado. 

A amizade na Culver Creek entre Chip, Gordo e Alasca só vem ficando cada vez mais forte, eles preparam trotes, eles bebem juntos, eles fumam, eles escondem quebras de regras juntos e tudo mais. Até que um acontecimento interrompe essa amizade para sempre, e tudo aconteceu por apenas uma atitude que poderia ter sido mudada, e todo o futuro teria um caminho diferente.

Bom, foi o último livro que li do John Green e achei a narrativa bem parecida com cidades de papel, o que era de se esperar pois cada autor tem sua marca e acabam deixando as mesmas nos livros e essas marcas acabam fazendo os livros serem um pouco semelhante.

Eu não simpatizei muito com a Alasca, eu entendi a personalidade dela como daquelas típicas adolescentes que fumam e bebem para chamar a atenção. Depois do segredo que ela contou sobre sua família eu mudei um pouco de conceito, mesmo assim não senti empatia pela personagem.

Mas o que o livro me fez parar para pensar bastante sobre amizade, o que o livro retrata muito bem e também sobre as nossas atitudes que fazemos e não pensamos no que pode vir a acontecer depois.
Tantos de nós teríamos de conviver com coisas feitas e deixadas de fazer naquele dia. Coisas que terminaram mal, coisas que pareceram normais na hora, porque não tínhamos como prever o futuro. Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de conseqüências que resulta das nossas pequenas decisões. Mas só percebemos tarde demais, quando perceber é inútil.









E gostei muito de uma frase que o Miles/Gordo falou no finalzinho do livro e quero expor pois amei:
Quando os adultos dizem: “Os adolescentes se acham invencíveis”, com aquele sorriso malicioso e idiota estampado na cara, eles não sabem quanto estão certos. Não devemos perder a esperança, pois jamais seremos irremediavelmente feridos. Pensamos que somos invencíveis porque realmente somos. Não nascemos, nem morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de perder e de fracassar.









Dei três estrelas para o livro pois o livro não me prendeu em nenhum momento, e eu esperava tanta coisa desse livro e não foi tudo que eu achei.

10 comentários:

  1. Oii Nívea, tudo bem? Amei sua resenha, eu quando li esse livro amei, lembro que o livro me divertiu e ao mesmo tempo me cativou bastante, que pena que vc não gostou. Feliz Natal :)
    - Beijos, Carol!
    http://entrehistoriasblog.blogspot.com.br/

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    1. Olá Carol, cada livro tem um impacto diferente em cada pessoa né!
      Obrigada pela visita, volte sempre!

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  2. Amei sua resenha, ainda não li esse livro

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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    1. Se quiser um conselho, não leia, não é nem um pouco interessante!
      Obrigada pela visita, volte sempre!

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  3. Oiii Nivea

    O Green constrói às vezes esses personagens femininos meio dificeis de simpatizar. Tive esse problema em Cidades de Papel. Na verdade pra ser honesta apesar de todo hype com os livros do ator até agora nenhum me conquistou realmente, mesmo assim espero ler o mais recente dele, Tartarugas até lá embaixo.
    Seu blog está lindo, já estou seguindo.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Olá Alice, me identifico com você, eu também não simpatizei com nenhum livro do John Green, acho que o que mais gostei foi o Teorema Katherine, e ainda não é tão bom assim!
      Obrigada pela visita volte sempre!

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  4. Oi Nívea, tudo bem?
    Eu não curto muito o autor, e ainda não tive vontade de ler este livro. Pela sua resenha já deu para sentir que realmente não tem muito o que me agradar.
    Bjus
    Doces Letras

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    1. Se estiver no tédio, não leia esse livro jamais, o tédio aumentará!
      Obrigada pela visita, volte sempre!

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  5. Olá tudo bem? Eu também não senti muito empatia pelos personagens, logo também não curti muito a história. O que pra mim foi um choque, uma vez que eu gosto dos outros livros do John Green e Cidades de Papel é o meu favorito dele. Todos os booktubers e blogueiros que eu acompanho adoram este e meio que não curtem Cidades de Papel, então eu tava com altas expectativas, cheguei a pensar que o problema era comigo kkkkkkkkkkkkk Fico feliz de não ter sido a única a não curtir. Ótima resenha, o livro realmente não é de todo ruim, mas esses personagens são difíceis de se gostar.

    https://byangelaserrano.blogspot.com.br/

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    1. Olá Angela, que bom que me entende, eu curto um pouquinho cidades de papel, mas ainda não é um dos melhores que já li!
      Obrigada pela visita volte sempre!

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Olá, eu amo ler seus comentários, deixem a opinião de vocês que responderei em breve :)