[Texto Reflexão] Bolo Fecal

- 15 abril 2018

Olá gente tudo bem?

Recentemente eu encontrei um texto entre minhas pesquisas no google e fiquei pensando muito tempo sobre esse texto até eu chegar uma conclusão sobre ele, eu já mostrei esse texto para algumas pessoas e cada uma teve uma interpretação diferente e no blog na qual eu achei a escritora realmente deixa o texto livre para interpretações, mas eu pensei muito sobre o que a autora realmente queria dizer com esse texto e vim trazer para vocês o texto e minhas interpretações dele, é um texto reflexivo e espero que tenha tanto impacto em vocês quanto teve em mim.

Pedi um amor e ele me deu um bolo mofado. “Eu pedi amor”, disse.
– Isso é amor.
– Mas não vai me fazer mal?
– Talvez.
Olhei e novo e percebi uma larvinha de mosca saindo da cobertura.
– Vai querer ou não? – Ele olhava a larva também.
– Não sei. – A larvinha agora afundava cada vez mais no bolo.
– Eu não vou ficar parado o dia todo aqui, sabe.
Lembrei que não sabia cozinhar e levei o bolo para a casa. Primeiro tentei tirar tudo que se movia na cobertura, mas era impossível . Me contentei em raspar o mofo, fechar os olhos e engolir uma garfada.
Vomitei.
Dormi com o estômago roncando e acordei com dor de barriga dos infernos. Não saí de casa nos próximos três dias: sem amor, não tinha vontade de tomar banho nem de escovar os cabelos. Não queria olhar o céu e nem os olhos das pessoas. No quinto dia sem amor, não quis abrir as pálpebras muito menos as janelas da casa.
Prestes a perder as forças, olhei para a mesa e resolvi tentar de novo. O estômago reclamou, mas não devolveu. O intestino resolveu não opinar. Fui dormir indigesta e ao mesmo tempo aliviada. Pela manhã, as maquiagens do banheiro voltaram a fazer sentido. As roupas no chão pediram para serem penduradas. A maçaneta da porta pedia para ser girada e eu obedeci.
A cada passo eu sentia o estômago revirar, mas também sentia que estava viva. Segui na rua disfarçando uns arrotos enquanto olhava vitrines.
À noite, resolvi encarar o bolo de novo.
Ele não pareceu tão ruim quanto no dia anterior. Na verdade, olhando de lado nem dava para ver a parte feia. Segui comento o bolo, segui com o estômago revirado e mais importante: segui com vontade de entrar no ônibus e pagar minhas contas.
Até que o bolo acabou.
 Preocupada, fui até ele pedir mais amor. O bolo que ele me entregou estava coberto de moscas.
– Está fedendo demais. – comentei.
– É o que eu tenho.
Não consegui colocar sobre a mesa da sala, já que atraía mais moscas. Botei dentro do forno e cortei uma fatia: o cheiro era insuportável. Tampei o nariz aproximei o garfo da boca, tentando não mastigar as moscas mortas. Sabendo que não poderia ficar sem amor e nem me livrar de todos os insetos, engoli.  O estômago não roncou nem a garganta contraiu: já estavam habituados.
Quando o amor acabou, ele me entregou um prato fundo.
– Mas isso é vômito!
– Eu chamo de amor.
Entendi que era bolo vomitado e resolvi guardar na geladeira. No dia seguinte provei uma colherada antes de ir trabalhar, e, para a minha surpresa, eu já não sentia mais gosto de nada. Tomei outra
colherada à noite, pra garantir que iria ter vontade de tomar banho e sair com meus amigos.
No dia seguinte tive um pouco de febre, mas segui dando umas colheradas. Dois dias depois, a cabeça doeu. A febre voltou.
A garganta inchou.
Sem conseguir engolir o amor, fechei as cortinas e esperei a morte bater. Quando ouvi o som da campainha, suspirei aliviada.
Mas não era ela.
Não era alguém que eu conhecesse. Tinha cabelos encaracolados e trazia um prato com uma espécie de massa branca. Leve, limpa, tinha cheiro de primavera.
– Isso não é amor. – Eu disse.
– É amor, sim. – Parecia surpreso.
– Não, não é. – Eu ri.
Os olhos dele encheram de lágrimas. Antes que eu pudesse mudar de ideia, levou a torta de creme embora.
Então gente, no texto se encontra uma pessoa onde pede amor e em troca recebe algo na qual ela não reconhece como amor, mas aceita, é melhor fazer mal do que ficar sem. E novamente o mesmo acontece, e a narradora reage da mesma forma, ah, melhor que me faça mal do que eu ficar sem. O que nos remete aos relacionamentos, onde sempre encontram-se pessoas que não querem estar sozinhas, mesmo que seja num mau relacionamento, mas é melhor estar num relacionamento que nos faz mal que estar sozinha não é?
E a história não termina por aí, lhe foi dado algo ruim, acabou e mesmo assim personagem sofre, recupera animo para viver, mas não tem animo suficiente para viver só, não quer viver só, eu prefiro comer vômito a passar fome, e todo dia ela come um pouquinho, ela adoece, passa mal, não consegue nem ficar em pé, mas todo dia experimenta, até que surge uma bela e limpa torta, mas esse amor não me serve, fui ensinada que o amor de verdade me faz adoecer, sinto muito, não aceito!
Conhecem alguém que passou por isso? É mais comum que pensamos, e trouxe esse texto na intensão de fazer vocês refletirem que, relacionamentos que te faz mal NÃO envolve amor, tire da cabeça que se você está sofrendo é porquê é verdadeiro. Existem muitas pessoas boas e dispostas a espalhar amor, não aceite migalhas, não aceite menos do que você merece.
Eu amei demais esse texto da Natália Nodari para ver o texto no blog original clique aqui.
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8 comentários:

  1. oiee
    adorei a fábula, a analogia com o suposto "amor"
    bem interessante e reflexivo! Gostaria de ler o final em que ela tenha o esperado final feliz hehehe depois posta pra gente.
    beijão
    Karina Pinheiro

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  2. Oi Nívea! Ao longo do texto, fui interpretando de uma forma parecida com a sua. Claro, pensei diversas coisas no começo, no meio e no final. Cheguei a entender que era amor porque apesar de ser ruim, ainda a fazia viver. Mas no final, levei um certo tapa na cara. Eu acho que finalmente aceitaria, se fosse comigo, porque amei tanto a minha vida... E no fim, depois de uma grande confusão mental, concordei demais com a sua interpretação. Tanta gente se contenta com pouco e se faz mal porque acredita ser amor... Quando na verdade o amor é tão belo e tão puro. Espero que os futuros leitores desse texto também possam interpretar assim.

    Estou passando pra avisar que te indiquei pra uma TAG lá no blog, viu? Beijão!
    www.controversos.com

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  3. Oie,

    Uau que texto marcante, muitas pessoas são 'doentes' por esse tipo de amor, só lhe está fazendo mal, mas ela não consegue largar, pois acha que vai ficar pior do que já esta.
    É uma situação triste, não desejo para ninguém.
    Bjs!
    Diário dos Livros
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  4. Oi, Nívea!

    Minha interpretação foi a mesma que a sua. Que texto forte e profundamente reflexivo! Infelizmente conheço alguém bem próximo, aliás, que passou por uma situação dessa. Preferia receber pouco achando que aquilo era amor, e foi perceber quando já havia perdido outras pessoas que era com elas que estava o amor de verdade, mesmo que fraternal, não com o dito cujo. Enfim, é uma triste realidade que muitos vivem. Todos nós seres humanos precisamos de amor, mas antes de receber dos próximos, precisamos ter amor próprio também para enfim reconhecer o amor que é genuíno e o que só está ali para se aproveitar e machucar.

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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  5. Olá, Nivea!
    Que texto marcante, realmente tive uma interpretação semelhante a sua. Infelizmente existem situações como esta apresentada, é como se houvesse conformação em aceitar algo que não se faz bem. Como se fosse suficiente.
    Adorei seu blog!
    viciada-literariamente.blogspot.com.br

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  6. Oi, Nívea!
    Eu já tinha lido esse texto no Facebook, se não me engano e passei um bom tempo pensando nele. É uma forma muito fácil de mostrar quando estamos em um relacionamento que não nos faz bem e como isso pode estragar nossa forma de enxergar o amor verdadeiro e uma pessoa que pode nos deixar melhor e feliz, né?
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  7. amazing post dear i like it,thanks for sharing..

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  8. Olá! Te marquei em uma Tag. Sinta-se a vontade para responder =D

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